Espaço do Grupo 3 - SETOR FINANCEIRO

Participantes / e-mails
ANDRÉ DA COSTA LIE - andre.lie14@gmail.com
CARLOS GOMES TEIXEIRA - cgteixeira_2006@hotmail.com
EDISON PINTO GONCALVES JUNIOR - juniorepg@hotmail.com
LUIZ GUSTAVO THOME GRILLO - gustavogrillo@gmail.com
MAURÍCIO PEIXOTO DOS SANTOS - mauricio.santos@gmail.com
SERGIO MINORU FUKAYA - sergio_fukaya@yahoo.com.br



Fairplace.com.br

https://www.fairplace.com.br

Trata-se de um modelo de negócios de Internet de corretagem de transações (Laudon & Laudon) que compreende o que se denominou por P2P Lending (Peer to Peer Lending), apoiado nas redes sociais e Web 2.0. A Fairplace recebe uma taxa de corretagem por cada transação de empréstimo realizado.

Como funciona (link do site da Fairplace): https://www.fairplace.com.br/portal/engine/HowWorksGeneral/init.hl
Algumas respostas para dúvidas importantes:
Emprestar dinheiro para pessoas é agiotagem?
Como a Fairplace nos previne contra fraudes?
Como funciona o leilão de empréstimo?

[Revista Época - 01/Abr/2010] Me adiciona. E me empresta algum

1. Concorrentes

Existem dois principais concorrentes internacionais:
a) LendingClub
b) Prosper

1.1. Vídeo da Prosper (CBS News IN FOCUS)



2. Gestão por processos

A) Principais processos da FairPlace:

  1. Leilão de empréstimos.
  2. Scoring dos Pedidos de Empréstimo.
  3. Cobrança de parcelas em atraso.

B) Percepção do valor agregado:

A possibilidade de negociar as taxas de empréstimo entre as partes é o principal atrativo do modelo de negócios.
A percepção do valor agregado pode vir do fato que os interessados em pedir empréstimo ou em emprestar são avaliados pela Serasa Experian com mesmo escrutínio que em um ambiente pessoal. Embora para se cadastrar no site isto represente dificuldade, ao mesmo tempo confere aos usuários maior segurança, fator primordial para sucesso de qualquer modelo de negócios que se baseie em transações financeiras.

C) Pontos fracos, problemas, gargalos:

  1. Modelo novo, sujeito a desconfiança dos internautas. Pode levar bastante tempo até que o sistema de ranking possa qualificar quem é bom emprestador ou tomador de empréstimo.
  2. Risco de inadimplência ou fraude, embora a empresa possua algumas travas para evitar fraudes.
  3. A Fairplace manifesta que não é uma instituição financeira (portanto, não está sob a supervisão da CVM nem do BACEN). Esta falta de fiscalização pode causar certo receio nos usuários.
  4. Por não ser uma instituição financeira as taxas de empréstimo estão limitadas a máximo de 1% a.m..

D) Oportunidades do modelo por processos:


E) Ações para criar o novo modelo:



3. Aspectos Economicos

Atual

O proposto pela FairPlace é de intermediar empréstimos entre pessoas físicas brasileiras em contraponto aos bancos tradicionais que emprestam de capital próprio para pessoas físicas e jurídicas. Esta empresa já nasceu com um modelo econômico bastante inovador em relação aos seus concorrentes de mercado. Neste modelo os riscos são minimizados através de um scoring dos interessados no crédito (igual a um banco tradicional) porém o empréstimo de fato é feito diretamente por investidores interessados naquele caso específico.
As receitas da empresa são decorrentes de taxas cobradas sobre cada operação bem sucedida e também para a análise do cliente. Dessa forma, a maior parte dos juros cobrados são devolvidos para os investidores, remunerando-os com juros melhores que a maioria das aplicações financeiras tradicionais. Já em caso de atraso, a empresa se responsabiliza por realizar a cobrança, mas caso o cliente entre em default, o prejuízo fica com os investidores daquele empréstimo.

Futuro

Este modelo proposto pela FairPlace está evoluindo em vários países e por ser bastante inovador ainda apresenta incertezas sobre seu futuro. As principais questões levantadas na área econômica são a viabilidade a longo prazo da baixa inadimplência, o interesse dos investidores em aplicar o dinheiro em um modelo tão recente e, principalmente, o quanto os órgãos reguladores vão interferir na medida em que este modelo ganha volume.

Contexto

O modelo de crédito bancário atual é altamente centralizador (quanto maior o capital social da empresa maior a capacidade de empréstimo) e altamente regulamentado (normas do BACEN e os acordos de Basiléia). Além disso, a aversão ao risco exclui as pessoas de baixa renda e do mercado informal das grandes instituições bancárias. Tudo isso gera um grande contingente de pessoas que necessitam de crédito para alavancar-se mas não possui acesso aos modelos tradicionais.
Neste contexto, o modelo econômico proposto pela FairPlace é um misto entre os bancos tradicionais e as novas empresas de intermediação que surgiram na internet, com por exemplo MercadoLivre e PayPal. Apesar de na visão final do consumidor o empréstimo está sendo tomado como se fosse de uma instituição financeira qualquer (com o benefício de os juros serem mais baixos), na visão do investidor a figura é outra. Ao invés de ser uma instituição com capital próprio (como requerido por Basiléia), o novo modelo propõe o financiamento direto entre uma Pessoa Física e outra, levando a empresa ao papel de apenas intermediador e não de agente ativo.

Isso transfere o risco eminente da operação da empresa para o investidor. Como o investimento está distribuído entre muitos investidores e tomadores de crédito, as taxas de perdas são baixas e não geram grandes problemas para nenhuma das partes envolvidas.




4. Aspectos Economicos


Atual

A empresa FairPlace é uma empresa baseada na Web 2.0, que implica em ter bastante interação da empresa com o usuário e entre os usuários. Este site é mantido em parceria com a empresa Dextra, que é uma empresa de desenvolvimento e integração de sistemas corporativos, capacitação tecnológica e consultoria em projetos de software. Além do site, a parte de pagamentos da empresa é feita em parceria com a empresa MoIP que é especializada em gestão de pagamentos pela internet, oferecendo serviços de pagamento e recebimentos realizados na plataforma, a gestão das contas e instrumentos de checagem não-presencial contra fraude.
Um grande diferencial tecnológico é a parceria que a empresa possui com a Serasa Experian para fornecer o score do cliente. Este score é parte fundamental para o modelo da empresa.

Futuro

O futuro da empresa depende significativamente da melhoria de sua infra-estrutura tecnológica. Os modelos de score são fundamentais para reduzir os riscos dos investidores e por isso a interação entre a Fairplace e Serasa devem aumentar muito. O fato de uma informação core ser provida por um terceiro pode representar um risco para a Fairplace e deve ser mitigado através de contratos de exclusividade ou da incorporação da tecnologia.
Outro aspecto tecnológico a ser considerado no futuro é a evolução da interação pela web. As novas tendências da web como a parte semântica e a integração da web com outros formatos de mídia poderão ser explorados para aumentar a audiência e, consequentemente, os clientes da empresa.




Novos Links de Notícias! Em especial o do Correio Braziliense e os relatos de usuários que arriscaram no Clube do Pai Rico Fórum!

[vlima.com - 15/Abr/2010] Fairplace: comunidade de empréstimos
[InfoMoney - 04/Mai/2010] Fairplace: em um mês, portal de crédito pela web movimentou quase R$ 80 mil
[ISTOÉ Dinheiro - 14/Mai/2010] Banco para quê?
[bizrevolution - 17/Jun/2010] FairPlace: NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!
[O Investidor Agressivo - 11/Ago a 06/Set/2010] Fairplace
[Correio Braziliense - 23/Out/2010] Sites que dão empréstimos pela internet chegam ao Brasil: Mas o Banco Central alerta que eles estão fora da lei
[Estado de Minas - 03/Nov/2010] Site de empréstimo Fairplace está sob suspeita do MP
[Correio Braziliense - 03/Nov/2010] A pedido do BC, Ministério Público abre processo contra o site Fairplace
[Clube do Pai Rico Fórum - 04/Abr a 29/Nov] Me adiciona. E me empresta algum